3/17/2012

Antes e Depois - 1





Eu comecei usando um telefone como o de cima. Naquele tempo uma ligação "interurbana" de São Paulo para o Rio, além de ser muito cara, levava umas 12 horas para ser completada, com sorte.

Hoje eu não uso mais telefone fixo, apenas o meu iPhone, que tem mais memória que o computador "moderníssimo" que instalamos para o Banco Português do Brasil, e que exigiu a construção de um prédio para ser instalado.

Como nos episódio dos Jetsons, o meu aparelho mostra a imagem de quem está falando conosco.

Para ouvir música, nós tínhamos um móvel com rádio e toca-discos. Os discos eram 78 rotações, de baquelite. Se caissem quebravam e arranhavam com qualquer coisa. O som, muito ruim.

Já na fase dos long-plays de 33 rpm, a gente ia na Hi-Fi da Augusta e via as novidades. Se quisesse ouvir um pedaço do disco, tinham umas cabines a prova de som para isso. AInda me lembro o dia que entrando na Hi-Fi, o Hélcio me chamou e disse que tinha cheagado um 33 simples com um grupo inglês que estava fazendo o maior sucesso na Europa. Uns tais de The Beatles.

Hoje carrego comigo mihares de músicas que baixo da internet, sem ter que sair de casa. No meu telefone!

Nem sei se existem lojas de disco ainda. Desde a década de 90 eu não compro mais discos, CDs ou coisa que o valha.

As fitas cassetes, os Cds passaram rápido e são estão mais obsoletos os os discos de vinil ou de baquelite.

3/15/2012

VERGONHA

O Poder Judiciário paga pelo dinheiro depositado em juízo para liquidação de precatórios uma correção de Caderneta de Poupança. Mas recebe dos bancos taxas de juros, se bem que abaixo do mercado, juros bem interessantes. A diferença entre o que eles recebem e eles pagam fica com Tribunal “para modernização”(!?). Sem contar o que provavelmente é pago para os Desembargadores por fora para manter esses depósitos nos bancos indicados. É confico puro essa apropriação desse juro que, em última análise é do credor.

O esbulho é de tal tamanho que, quando o governo desapropria uma propriedade, a desapropriação é feita se sabendo que não será paga.

Para esse roubo, praticado por uma quadrilha envolvendo Governadores, Secretários de Estado, Desembargadores e Juízes, o Legislativo vai criando lei atrás de lei sempre inconstitucionais, aonde o valor é sempre corrigido por fórmulas escalafobéticas que vão reduzindo o montante a ser pago. Essas mesmas leis determinam que os pagamentos deverão ser feitos em 7 (primeira lei), 10 (segunda lei) e sabe-se lá que outro prazo vai ser criado. Só que com a discussão sobre valores, leva-se mais do que o prazo determinado pela lei espúria. E no final do prazo a lei é julgada inconstitucional.

E com isso, o trem da alegria dos precatórios vai seguindo em frente.


2/11/2012

O TEMPO

Ouvindo a NPR outro dia levei um choque.

Era uma entrevista com o Walter Mosley, African-American escritor de mistério, com quem aprendi a entender o que os negros americanos falam. Como estrangeiro eu sempre achava que eu estava errado e não tinha entendido o que eles falavam. O Mosley, quando escreve os diálogos em seus livros, usa a forma coloquial da fala dos negros americanos e fica claro que eles cometem uma série de "erros" quando falam. Chamam esse inglês coloquial African-American de EBONICS. Com essa "revelação, nunca mais tive problemas de entender a maioria dos que eles falam.

Mas voltando à entrevista e ao choque.

O Mosley explicava o que tinha mudado entre o personagem que ele havia criado no século 20 e aquele que havia criado para o século 21. Como a incerteza econômica e a pobreza tinha mudado o seu enfoque. No século 20, segundo ele, os negros eram a camada esquecida da sociedade, que não tinha esperança e oportunidade e que não consegui subir na escala social. Com a crise do século 21, toda a classe média baixa e média, em suma todos os assalariados sofrem as mesmas incertezas e passam pelas mesmas privações, mudando o seu enfoque da sociedade refletida em seus livros.

Mas o que me assustou mesmo foi o uso de século 20 como alguma coisa do passado, uma coisa distante. Como? Distante?

Pois é. Já fazem 12 anos que o século acabou. O mundo mudou muito nesses anos.

E fiquei lembrando de outras mudanças que tinham ocorrido e me deixado com a mesma sensação.

A primeira vez que viajei para a Europa foi em 1960. A guerra havia termina a 15 anos e parecia, para mim pelo menos, como coisa de um passado muito remoto. Para os europeus da geração que havia sofrido com a guerra, ainda era uma coisa recente e sempre relembrada e contada. Para mim, passado distante.

As únicas coisas que me colocaram em contacto com essa realidade "distante" foi uma visita ao lugar aonde haviam prendido e assassinado Mussolini e a Clara Petacci e os meninos de rua de Madrid, que ainda catavam tocos de cigarros na rua, os quais eles desmanchavam e enrolavam o fumo assim conseguido em novos cigarros, que eles vendiam em tabuleiros pela rua, por unidade ou maços amarrados com uma cordinha. Fiquei muito impressionado com esse comercio madrilenho.

CARNAVAL, CARNAVAIS


Recebi essa semana um email de uma querida amiga de quem não tinha notícia a muito tempo, a Marielba Bueno.

Como estamos quase no Carnaval, fiquei me lembrando de como eram gostosos os carnavais que eu passei na Fazenda Bocaina em Serra Azul. A Fazenda Bocaina era dos pais da Marielba, o Marcito e Da. Elba (Mãe) Bueno. Eles tinham 3 filhos, o Márcio Neto, a Marrise e a Marielba. A Marrise se não me engano era colega da minha prima Bel no Des Oiseaux.

De qualquer forma, os Bueno passavam o Carnaval na Bocaina e levavam um bando de amigos dos filhos com eles. Entre eles minhas primas Maria Helena e Bel, o Carlinhos Silberman, a Regina Amaral, o Tonico Meyer, eu e outros tantos.

A gente passava o dia andando a cavalo, tomando banho de piscina, na qual a gente pulava ainda de roupa, tirando apenas as botas. Nossas bundas urbanas ficavam em carne viva de tanto andar a cavalo e quando a gente entrava na água, a dor era terrível. Mas a água fria ajudava a amortecer essa dor.

De noite a gente pegava a Kombi da fazenda, dirigida pelo Márcio Neto e ia por uma estrada de terra, que passava por Serrana, até Ribeirão Preto, aonde, na Recreativa, a gente passsava as noites pulando carnaval.

Os bailes eram no ginásio do clube. Montavam as mesas nas laterias do ginásio, deixando a parte do meio aberta para os foliões dançarem. Mas a maior parte do tempo a gente dançava em cima das cadeiras e da mesa, que estavam mais perto das bebidas.

Eram um bailes ultra familiares, com as meninas de shorts de bom tamanho e blusa ou camiseta e os meninos não tiravam as camisas. Em uma mesa ao lado da nossa em um desses carnavais estava a Regina Coutinho, figura conhecida em São Paulo, com um shorts ultra apertado e super justo, o que causava o maior escândalo.

Esses carnavias na Bocaina estão entre as melhores lembranças da minha juventude e sou eternamente grato aos Bueno por terem proporcionado essas férias não só pra mim como pras minhas duas primas.

10/07/2011

Pedro mudou

O meu caçula mudou.

Ele morava no SOHO, num apartamento excelente mas não estava satisfeito.

Ele queria ir pro Brooklyn, aonde ele dizia, moravm as pessoas da idade dele.

Ele estava certo. Nunca vi um lugar aonde ele estivesse mais no meio dele do que Williamsburgo, Brooklyn.

Ele tem a idade média, todo mundo é jovem, a rua aonde ele mora agora, de noite, é movimentadíssima.

É cheio de meninas bonitas e transadas.

Na rua que ele mora tem um restaurante legal atrás do outro.

Lojas legais de comida. Especialidades: queijos, charcuterie, vinhos, etc.

A pizzaria ao lado da casa dele é ótima.

Eu gostaria de estar morando lá.

O único problema é que eu já estou caquético para morar lá.

Idade média, 25 anos.

10/01/2011

Primeiro Lugar em Miami



Como eu contei num post anterior, Calú entrou num Concurso da WWF (se não me engano) cujo objetivo era fazer uma "faux fur" usando algum material sintético.

O que contava era a criatividade.

A Calú em algo como 2 horas matou a charada e resolveu usar Swiffer para produzir a imitação de pele de animais.

Pois é, ela tirou o primeiro lugar em Miami e vai concorrer em Nova York agora.

Quem ganhar vai ter um estágio fantástico e um lançamento nacional no mundo da moda.

Estamos torcendo, filhinha.

9/30/2011

Nota sobre o Post anterior

Este Blog é feito para ser lido por meus amigos mais próximos, e é colocado na internet para facilitar a busca por eles.

O artigo publicado abaixo é apenas para mostrar aos meus amigos o que está sendo feito em Paris.'

Não é para consumo de público e, assim sendo, espero não estar ferindo nenhum direito do Guardian de Londres.

Caso eu esteja enganado, peço ao Guardian que não seja muito duro comigo.

Uma solução para o problema do trânsito paulistano?





Bubble car self-service scheme launches in Paris

Four-seater electric 'Bluecars' hit streets of French capital after success of Velib bikes


Autolib Bluecar
One of the Paris 'Bluecars' at the Autolib electric car pick-up service's operational centre in Vaucresson. Photograph: Eric Piermont/AFP/Getty Images

Parisian leaders will wheel out the first of the city's blue, bubble-shaped cars this weekend in what aims to be one of the largest self-service electric car schemes.

Anyone with a driving licence will be able to pick up one of the four-seater electric "Bluecars" for short journeys around the city, dropping it off at any battery point. The Autolib service follows the French capital's success with Velib, the self-service bike scheme that has been copied by London.

The €235m (£202m) project is the brainchild of the city's Socialist mayor, Bertrand Delanoë, to deal with traffic, pollution and the nightmare of parking. He hopes it will cement the city's reputation for innovative new green transport. More than half of Parisians do not own a car.

The investment for the scheme has been provided by Vincent Bolloré, a businessman close to Nicolas Sarkozy, who helped land the president the nickname "Bling-bing" when Sarkozy went on an ostentatious holiday on his yacht just after being elected.

Bolloré's conglomerate has designed an ultra-compact car, which is powered by its own lithium-metal polymer battery. The businessman is hoping to use the scheme to exploit the new green car market, using the Bluecars as a showcase for his battery technology and aims to make a profit in year seven.

The scheme will start next week with 66 cars and 33 rental stations across Paris, before launching fully in December and expanding to 3,000 cars and more than 1,000 stations by the end of 2012.

Users must produce a driving licence recognised in France and sign up for daily, weekly or annual memberships ranging from €10 to €144. Drivers then pay according to the length of hire, with fees ranging from €4-8.



Angelique Chrisafis in Paris
guardian.co.uk, Friday 30 September 2011 18.15 BST

9/29/2011

Hosha Shanah



O jantar de Hosha Shanah esse ano foi na casa da Suzana May.

Foi um jantar fantástico. A comida excelente, com destaque para as sobremesas.

Mas o principal foi a boa companhia. Foi um imenso prazer conviver com a família e os amigos da Suzana.

E pude bater bastante papo com a minha grande amiga Sandra May, filha da Suzana, que foi quem lembrou de mim e me convidou para o jantar.

Na foto, a Sandra, a Lara (filha da Sandra e do Fernando) e eu.

Muito obrigado Mays, adorei.

9/24/2011

Maria da Silva

Maria da Silva foi rebatizada.

Agora ela se chama MING FU.

Aguarde brevemente uma foto da nossa nova sobrevivente.

9/23/2011

Calú, a moda e o esporte



A Calú é e sempre foi muito agitada.

Na Chapel School em São Paulo participava de todas as atividades extra-curriculares. Jogava Softball, viajava com os times nos torneios entre as escolas americanas no Brasil em que participavam. Viajava para os exterior com a escola. Estava em todas.

Ela se casou, teve duas filha, largou a hotelaria para crias as meninas mas, agora, está de volta com a corda toda.

Está fazendo um curso de High Fashion numa Faculdade em Miami.

Foi finalista em dois concursos dentro da escola. Um de desenho e realização de modelo de roupa, na qual foi uma das finalistas. O outro cocncurso era de criação com material sintético de pele (fur) artificial. Escolheu trabalhar com um folha que substitui a nossa flanela, chamado Swiffer. O resultado ficou tão bom que o seu casaco chegou às finais do concurso. O concurso era de uma entidade mundial de preservação da vida animal.

Na foto ela está com o seu modelo, que poderá fazer parte da coleção da Perry Ellis.

No Domingo ela vai correr um Meio Triatlon.

Não contente com a Meia Maratona que ela correu nos dois últimos anos, ela agora vai correr, nadar e correr de bicicleta.

Para conseguir fazer isso, ela vem treinando a quase um ano.

Todo dia vai correr de bicicleta às 6 e meia da manhã, depois vai à academia fazer Spinning, fazer musculação ou nadar.

O que ela resolve fazer, pode contar, ela faz, e bem.

Boa sorte no Triatlon domingo minha filha.

Fito na REFENO




Meu filho mais velho, o Fito (agora quarentão), é assíduo velejador da Regata Recife/Fernando de Noronha, A REFENO.

O barco que ele é tripulante é o Wa Wa Too, do seu amigo Franco.

Eles zarpam amanhã de Recife mais ou menos ao meio-dia.

Muita sorte e bons ventos para vocês.

Estou torcendo aqui de casa e seguindo pela internet.

Transportes de presos

Fiquei horrorizado com o transporte de presos entre os presídios e o Forum Criminal na Barra Funda.

Eu estava indo, pela marginal, para o meu sítio em Caçapava, quando passou por nós uma viatura a toda a velocidade com a sirene ligada. Atrás dela vinha um carro do Choque da Polícia Militar com pelo menos 4 policiais.

A tal viatura era um caminhão pequeno, com carroceria de aço e pequenas aberturas para respiração no alto das laterais.

Na verdade parecia um veículo para transporte de mercadorias e não de seres humanos.

Fiquei sabendo que, com o calor que faz dentro dessas carrocerias, todos os prisioneiros desmaiam durante o transporte.

Digamos que tenha um exagero nessa afirmação. Que metade dos prisioneiros, ou a maior parte deles, desmaiam.

É um absurdo!

Não podemos esquecer que se está falando de seres humanos. Se criminosos ou não, isso é o Tribunal que vai julgar.

Isso não é maneira de se tratar ninguém.

Não estou analisando se os seres humanos transportados merecem estar presos. Estou apenas afirmando que é inimaginável que sejam transportados de forma tão desumana.

Espero que as Entidades de Direitos Humanos tomem providencias para mudar essa prática.

Gonzalez

O Gonzales ficou doente no dia seguinte da chegada na casa das minhas netas.

Foi devolvido.

O novo hamster, vindo de outra fonte, chama-se MARIA DA SILVA.

Benvinda Maria. Desejo melhor sorte para você.

9/12/2011

Samantha, Skittls e Gonzalez




A minha neta Flora (6 anos) é louca por animais. Qualquer animal. Sapo, cobra, gafanhoto, formiga, cachorro, enfim, qualquer bicho.

Algum tempo atrás ela ganhou um hamster, Samantha. A Samantha tinha como apelido dado pela Dani, empregada da Calu, "la pobrecita".

A Flora é muito intensa. Ela ama com vontade, intensamente.

A Samantha viva sendo apertada, beijada, até trapézio nas argolas da Clarissa ela fez.

E assustada, ela fugia sempre que podia. Passava alguns dias refugiada no meio dos sapatos da Calú, ou no meio da roupa suja.

Até ser encontrada pela Dani e começar a aer apertada e amada intensamente, de novo, pela Flora.

Um belo dia a Samantha não agüentou mais e foi viver por conta própria, acredito que dentro do deck da piscina.

No domingo a Flora ganhou outro hamster, o Skittls, esse durou 24 horas e morreu hoje de manhã. Não por culpa da Flora mas porque ele era fraquinho.

A Flora estava na escola e o Kim mais do que depressa providenciou outro hamster, o Gonzalez.

O Gonzalez é forte, gordinho mesmo.

Espero sinceramente que o Gonzalez tenha melhor sorte que os dois antecessores.

Com vocês, Gonzalez Grinfeder.

8/27/2011

Anistia Internacional ataca lei de anistia do Brasil


Entidade acusa legislação de proteger responsáveis por prisões ilegais, torturas e mortes durante o regime militar; “escandalosa, só serve para impedir a Justiça”, diz Susan Lee; por Claudio Julio Tognolli

27 de Agosto de 2011 às 19:07

Claudio Julio Tognolli_247 - A Lei da Anistia, que entrou em vigor no dia 28 de agosto de 1979, impede que os responsáveis pela prática disseminada de torturas, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e estupros, cometidos no período dos governos militares, entre 1964 e 1985, sejam julgados por tais crimes.

"Essa lei é escandalosa e só serve para impedir a justiça", afirmou Susan Lee, diretora para as Américas da Anistia Internacional, ao 247. "Ao manter uma lei que permite a impunidade para crimes como torturas e homicídios, o Brasil fica atrás dos demais países da região que se esforçaram seriamente para tratar dessa questão."

Para ela, "permitir que crimes de torturas, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e estupros cometidos no passado permaneçam impunes significa negar às vítimas e a suas famílias o direito à verdade, à justiça e à reparação."

Desde que o Brasil restabeleceu a democracia, prossegue a Anistia, essa lei recebeu o apoio de sucessivos governos. Em abril de 2010, uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil, questionando a atual interpretação da lei, foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal. A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Celso Amorim, garantiram publicamente aos militares que a lei era "intocável". Apesar da proposta de criação de uma Comissão da Verdade para investigar os crimes cometidos durante o regime militar, a qual ainda deverá passar pelo Congresso, as discussões iniciais enfatizaram que essa Comissão não teria poderes para conduzir procedimentos judiciais.

“Países como Argentina e Peru empreenderam várias iniciativas para investigar e processar alguns dos responsáveis por crimes semelhantes cometidos em seus períodos militares, entre elas a anulação de suas respectivas Leis de Anistia”, refere a ONG, com sede em Londres.

Diversos órgãos internacionais de direitos humanos, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos e o Comitê de Direitos Humanos da ONU decidiram que a anistia para crimes de tortura, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados é incompatível com as obrigações de direitos humanos dos Estados.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos concluiu, no ano passado, no caso Gomes Lund v. Brasil, que a Lei de Anistia de 1979 estava em conflito com as obrigações de direito internacional do Brasil, determinado que o País "adote todas as medidas para revogar" essa lei.

"A Lei de Anistia brasileira é contrária a todos os compromissos nacionais e internacionais que o governo assumiu para respeitar os direitos humanos. Essa lei deve ser anulada e os responsáveis pelos abusos aos direitos humanos devem ser levados à Justiça o mais brevemente possível," disse Susan Lee.


texto : Brasil 24/7

ilustração : maisseriedade.blogspot.com

Nós e Irene



Pedro-Paulo e eu viemos para Nova York ontem, sexta-feira.

Como não nos conformamos que o Irene não atingiu Miami viemos encontrar com ele aqui em Nova York.

Na realidade viemos para entregar o apartamento do Pedro-Paulo na Elizabeth com Houston e ver se alugamos um outro no Brooklyn. O Pedro-Paulo acha que no Soho só tem manequim e gays de meia-idade. Gente da idade dele está morando no Brooklyn, na parte "gentrificada" do Brooklyn.

Chegando aqui fomos ao Whole Foods, que é em frente do ap do Pedro-Paulo.

Eu nunca tinha visto filas daquele tamanho. Centenas de pessoas em duas ou três filas. Carrinho, nem pra remédio. Cesta, nem pensar.

Fomos então ao setor de cervejas (uma maravilha!) e compramos umas 4 cervejas. Esse setor é separado da parte de comida e não tinha fila no caixa. E voltamos pra casa.

O Pedro-Paulo saiu de novo e conseguiu comprar na Bodega aqui embaixo 7 garrafas grandes de água mineral e alguma coisa de comida. Pouca coisa, diga-se de passagem.

Comprou também a última lanterna. Quando pediu pilhas, riram na cara dele.

Como hoje, sábado, está chovendo resolvemos ficar em casa esperando o Irene.

O Irene já se transformou de furacão em tempestade tropical. Vamos ver como vai chegar aqui.

O subway (metrô) parou exatamente ao meio-dia. Na rua só se vêm taxis, uns poucos ônibus e dois carros de polícia.

Gente andadando na rua, quase ninguém. Afinal está chovendo e está tudo fechado depois do meio-dia.

Vou continuar esperando e dando notícias.

8/19/2011

Anonimidade e Covardia

Acabei de receber um comentário de mais um anônimo.

É impressionante como existem covardes nesse mundo.

Duvido que essa pessoa tenha a coragem de colocar o seu nome nessa mensagem.

Olha aqui sujeito, inveja é uma coisa muito feia.

E covardia pior ainda.

Não me amole mais ou pelo menos tenha a cotragem de assinar embaixo do que você escreve.

8/07/2011

Jaboticaba - mais uma foto

Sitio Jaboticaba - o retorno




Novo fim-de-semana no Sitio Jaboticaba.

O céu está lindo. Um baita sol.

Comecei a fazer o jardim. Vai levar uma vida para terminar. Mas, pelo menos, as plantas foram de graça. Eu trouxe pra cá plantas que estavam em vasos na Rua Avaré e que tinham crescido de mais.

Foram mais de 30 plantas, entre palmeiras, coqueiros, camêlias, primaveras, arecas, etc.

Ah! E uma jaboticabeira com 1.80 mts.

Agora só está faltando fazer a porteira. Fica pra janeiro.

Estou curtindo começar alguma coisa quase do zero. Fazer terraplanagem, fazer um projeto completo e ver quando vai ficando pronto.

E ainda vou ver as árvores que eu estou plantando grandes e velhas.

6/24/2011

Do Sítio Jaboticaba, Caçapava para o mundo.




Finalmente estreiei a casa do sítio.

A preguiça foi imensa pois eu sabia que a pior parte é a gente se instalar. Torneiras que não funcionam, aquecedor que vaza gas, tomada que é diferente da dos computadores e telefones celulares, internet caida, televisão que nem sempre está funcionando, piscina rachada e outras "cositas mas".

Foi como o esperado: o aquecedor do bugallow 2 estava vazando e teve que ir pra São Paulo consertar e está sendo instalado agora. A antena da internet tinha sido atingida por um raio, mas, por sorte, o encarregado mora em frente, numa pousada em Monteiro Lobato e veio imediatamente arrumar o problema. Não tínhamos os adaptadores das tomadas para ligar os nossos aparelhos.

De qualquer foram, foi muito mais fácil do que eu estava esperando.

E está sendo uma delícia passar o feriado aqui.

Fomos almoçar ontem na Fazenda Victoria do meu primo Sylvinho, o Fito vai numa festa junina no vizinho de frente e vamos receber os parentes amanhã para uma "empanada night".

Tenho dormido 10 horas por dia. A cama é a minha velha de São Paulo, com a qual eu já estou mais do que acostumado e o silêncio..... Sem preço.

Minha asma está quase passando e a minha bronquite sumiu.

Estou com a Chica, a nossa Labrador chocolate está aqui do meu lado vendo o sol se por e aproveitando o piar dos pássaros, com a temperatura caindo devagar.

Que mais que eu quero?

6/13/2011

Buenos Aires: 50 anos de amor



Eu adoro Buenos Aires.

A primeira vez que eu vim para cá foi em 1961. Vim de navio, não me lembro o nome (provavelmente o Augustus ou o Conte Biancamano).

Vim com papai, mamãe e um amigo muito querido, Tony McCulloch.

Uma cidade linda, com um comércio de primeira linha, cafés no estilo europeu, um hotel de alto-luxo, o Plaza, e muita coisa para descobrir.

Fomos ao Tigre visitar e passear de barco, olhando as casas lindas nas suas margens.

Fomos a um restaurante Húngaro aonde alguns ciganos tocavam músicas em seus violinos. O lugar se chamava El Caballito Blanco e ficava perto do Plaza.

Me lembro ainda que ganhei o meu primeiro "Martin Fierro", em uma edição ilustrada e muito linda.

Voltamos para Santos em outro navio, cujo nome também me escapa.

Voltei constantemente para cá. Em 62, outra vez de navio, com meus pais e minha prima Maria Helena. Desses navios eu me lembro fomos com o Provence, que depois mudou o nome para Federico C e voltamos com o Eugenio C, ou vice-versa.

Nesta viagem, tentando melhorar meu nível cultural, meus pais levaram Maria Helena e eu para um espetáculo de Ópera no famoso Teatro Colón. Era uma ópera escrita por um francês relatando o amor de Ulisses por sua mulher que tecia uma tapeçaria durante o dia e a desmanchava durante a noite, evitando assim ter de se que se casar com os vários pretendentes que apareceram quando a demora de Ulisses de voltar para casa levou a que se pensasse que ele havia morrido em sua viagem.

Você imagina que para o Ulisses evitar as sereias e as divindades que o acediaram durante a Odisséia, que a Penélope, sua mulher, fosse uma mulher linda e maravilhosa.

No final do primeiro ato, enquanto o Ulisses, meio velho e bastante magro, cantava, aparece Penélope, como em um sonho. Era uma mulher de meia idade, loira e muito, mas muito gorda. Eu e a Maria Helena começamos a ter ataques de riso mas nos controlamos, porque um não sabia da reação do outro.

Comentamos como tínhamos nos controlado para não ter um ataque de riso e tudo bem.

Segundo ato: Penélpe agora aparece de vermelho e dourado, que fazia que parecesse que ela era o dobro do tamanho. E, como se não bastasse a enormidade da cantora, o "galã" Ulisses cai de um tablado no palco, de cerca de um metro. E não parou de cantar.

Eu e Maria Helena caímos na gargalhada e saímos chorando rir e correndo em direção à porta. O maior vexame.

Acabamos voltando a pé para o hotel, rindo sem parar.

Não sei se melhorou a nossa cultura, mas como comédia e riso medicinal foi ótimo.

Depois estive aqui por toda a década de 70. Peguei todos os grandes acontecimentos históricos e políticos argentinos.

A reeleição do Peron, a sua morte, a renúncia do brujo para que ele pudesse ser Presidente, a posse da Stella Peron, sua queda, e outros acontecimentos mais.

Lógico que sempre com grande movimentação popuar e perigo de alguma guerra civil. Aquele medo de ficarmos retidos aqui na Argentina só passava quando chegávamos em São Paulo.

A década de 70 minha companhia era a minha primeira mulher, a Margarida.

Já na década de 80 eu vinha para encontrar queridos amigos.

Fiquei muito amigo de um tenista argentino, o Hugo Varela e de sua mulher Adriana. Acabei mais amigo de Adriana e de seu irmão, o Gustavo Lichinchi, artista plástico, empresário musical e um irmão querido.

Chegando aqui me sinto em casa e em família.

A Adriana se tornou cantora de tangos, a melhor hoje em dia na Argentina. Antes de começar a carreira, uma vez ela me perguntou se devia se meter com o tango, um reinado quase exclusivamente masculino. Nós cantávamos no apartamento da Adriana milongas, tangos e músicas subversivas (essas bem baixinho porque foi durante a ditadura militar).

Adriana tem um voz rouquinha inesquecível. Sou apaixonado pela cantora e por sua voz. Desde 1979, quando a conheci grávida de seu primeiro filho, Rafael, ou Videlita, como eu chamava tirando sarro (Rafael Videla era o general de plantão nessa época).

Continuo muito amigo da família toda. Adoro falar no telefone com Amália, a mãe dos dois que não encontro a bastante tempo.

Mas o Gustavo é um caso muito especial. Ele morou no Brasil por cerca de um ano. Vivia na minha casa e trabalhava com O Ricardo Corte Real na TennisEsporte. Quando se casou com s Silvia, esposa que talvez não merecesse, passou sua lua-de-mel na Fazenda Guatapará, na casa que eu tinha na Praia dos Ossos, Búzios, em em São Paulo.

Temos nos encontrado de tempos em tempos, aqui ou em São Paulo, Miami e aonde seja.

Minha esposa Clarissa, por sorte, também gostou muito de todos, sendo que teve mais contacto em 2008 quando viemos a Buenos Aires e fomos recebidos como realeza.

Desta vez vim sem a Clarissa mas o Fito, que tinha vindo conosco em 2008 está comigo.

E, de novo, tapete vermelho para nós.

Estou mais uma vez em casa e em família. Obrigado Lichinchis/Varelas.

5/22/2011

Saúde


Se tem alguma coisa que não era natural na minha família era fazer esporte.

Clarissa, meus filhos e eu nunca fomos muito de vida saudável. Um bom livro, uma boa poltrona e nós estávamos pra lá de satisfeitos.

Mas fomos mordidos pela mosca do esporte.

A Calú vai quase todo dia no Gym, já correu maratona e hoje foi de bicicleta até Key Biscayne treinando pra Triathlon.

Já a Clarissa vai com certa constância ao Gym, aonde fica pelo menos 45 minutos na esteira e tem nadado.

O Pedro-Paulo vai quase todo dia ao Gym, treinar com o "personal trainer" ou fazer aeróbica.

Mas a minha grande surprêsa sou eu mesmo. Vou todo dia ao Gym aonde faço uma hora com o "p t", fiz spinning na última quarta-feira e vou fazer de novo amanhã. Vou fazer aeróbica na quarta-feira e ainda comprei uma bicicleta para "descansar".

Os únicos que mantém a nossa tradição viva são o Kim e o Fito.

O Kim veleja e vai todo dia de bicicleta pra UM aonde dá aula (agora está de férias) e o Fito "só" veleja.

Quem nos viu e quem nos vê.

Bidezão






Quer coisa melhor que poder sentar na água frequinha em dia quente?

A Charlie descobriu hoje o "bidezão".

Charlie, angel





Estou convencido que não se consegue ensinar um English buldog.

Temos uma buldog de quase 9 meses e não conseguimos ensinar nada pra ela.

Ela faz as necessidades aonde ela quer, fica o dia inteiro mastigando coisas como pés de móveis, sandálias e o que mais conseguir alcançar.

Acho que outro dia ela estava meio sem ter o que fazer e para passar o tempo resolveu mascar o tapete da sala de jantar.

Acho que vamos ter que colocar uma focinheira nela.

Não se esqueça da minha Caloi



Que eu me lembre, a última vez que subi numa bicicleta foi a mais de 35 anos atrás.

Com o Fito, meu filho, então com uns 3 ou 4 anos, na garupa fiquei dando voltas no jardim da casa dos meus pais na rua Atlântica.

Preocupado com o Fito, eu iai repetindo, cuidado com os pés, deixa as pernas abertas. Tendo repetido essa frase uma centena de vezes, numa curva eu não repeti o meu "mantra". Não deu outra: o Fito enfiou o pé nos aros da roda. Eu quase morri de susto e não queria nem olhar. Mas no final o dano não foi grande. Só o susto.

Passei a minha infância no selim de uma bicicleta.

São Paulo na época era muito segura e o trânsito não muito intenso.

Eu ia quase todo dia para a casa das minhas primas Maria Helena e Bel na rua Carumbé esquina com a rua Luxemburgo. Eu tinha que atravessar a avenida Brasil e a rua Groênlandia. Mas não tinha perigo nenhum.

De lá, com os primos delas, Marquinho e Yolandinha Turnbull, que moravam na casa ao lado da delas, nós íamos passear pelo Jardim Europa.

Quando os Turnbull mudaram para o Alto de Pinheiros, numa travessa da Pedroso de Moraes, eu ia até lá pela avenida Rebouças e pela Pedroso de Moraes. E nunca levei nem um susto.

Eu ia até a Hípica Paulista no Brooklin, e passeava por São Paulo inteira.

Até um dia que, ao fazer a curva para entrar da rua João Moura na Atlântica, quase fui atropelado por um carro que estacionou por cima de mim na calçada em frente da casa da esquina.

Consegui dar um pulo para a calçada carregando a bicicleta e o motorista nem peguntou se eu estava bem.

A partir desse dia não andei mais de bicicleta na rua.

Até hoje de manhã.

Acabei de comprar uma bicicleta e estreie na rua aqui de casa.

Não esqueci como se anda. Mas perdi a confiança que eu tinha e um pouco do equilíbrio e os meus reflexos já não são o que eram.

Mas que foi divertido, foi.

5/21/2011

Marcha da Maconha


Hoje foi o dia marcado para a Marcha da Maconha em São Paulo.

Primeiro foi proibida a manifestação, depois de muitos vais e vens, aprovaram a marcha para no fim lançarem bombas de gás lacrimogênio nos participantes.

Como sempre no Brasil, foi uma bagunça generalizada.

É um absurdo que se impeça cidadãos de manifestarem sua vontade soberana (afinal estamos em uma democracia, não é mesmo?) de conseguir a decriminalização da maconha no Brasil.

Eu, não gosto de maconha. Não me serve pra nada e acho que é uma droga que escraviza e tira a vontade de agir das pessoas. Elas ficam em estado de meditação, achando tudo satisfatório. Isso, lógico, na minha opinião.

Eu sei que a maconha é considerada a porta de entrada para drogas mais fortes e mais perigosas. Mas se pensarmos assim, o alcoól e o cigarro também podem ter esse papel.

Sou a favor da liberação da maconha para consumo, com o pagamento de impostos e controle de qualidade supervisionado pelos governos dos vários países.

Mas principalmente da liberação da maconha para fins medicinais.

Não é porque eu não gosto da maconha que eu vou tentar impedir os outros de consumir.

Eu também não gosto de tabaco, não gosto de carne de porco e mais um monte coisas. Mas nem por isso vou tentar impor a minha vontade.

Tem muita coisa que eu gosto que outras pessoas não gostam. Mas também não vou permitir que os outros tentem me impedir de fazer essas coisas.

As pessoas deveriam se preocupar mas com o que elas mesma fazem e menos no que os outros fazem.

A discriminalização da maconha retiraria muito dinheiro do mercado paralelo e o traria para os cofres do governo.

É muito melhor do que esse dinheiro sustentar policiais corruptos, advogados desonestos e políticos inescrupulosos. E isso sem falar nos traficantes.

Vamos usar os recursos do estado para punir criminosos e não consumidores de uma droga recreacional. Vamos esvaziar as nossas cadeias de inocentes fumantes de maconha. Vamos tirar da polícia essa forma de extorsão de cidadãos pegos consumindo, e não traficando, maconha.

5/17/2011

Dura Lex Sed Lex, no cabelo só Gumex.




Os Valle no apartamento da Rua Constante Ramos.











Lendo um post da Lita Ree (Rita Lee) no Twitte, aonde ela explicava para alguém o que era o Gumex, me lembrei que eu também já usei Gumex.

Eu passei as férias de julho de 1953 e 1954 no Rio de Janeiro, no apartamento de meus bisavós na Rua Constante Ramos, esquina com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Quem me levou foi minha avó Aída, mãe de mamãe. Veraneando (ou invernando) no apartamento estavam vovô Valle, vovó Belita e minhas tias avós Candóca e Lucy. E um exército de empregados, entre eles a Clarice que tinha pageado um primo de mamãe, o Jorge.

Foi com as minhas tias, minha avó e minha bisavó que aprendi a jogar bem buraco.

O apartamento ficava no primeiro andar e eu ouvia o bonde passando embaixo de minha janela a noite toda.

Na rua de trás, Rua Domingos Ferreira, ficava a primeira lanchonete que eu visitei e que acabei freguês, o Bob's. Eu gostava do sorvete de baunilha de torneirinha. Só que nunca conseguia comer todo porque com o calor do Rio ele derretia todo e escorria pelo meu braço.

Eu ia também na Lojas Brasileiras na Nossa Senhora de Copacabana, que tinha uma lanchonete com um balcão em que serviam mixto-quentes e milk-shakes.

Outra coisa que eu gostava eram as uvas caramelizadas que vendiam numas cestas de vime pela avenida afora.

Minha tia Lucy, uma das 4 meninas, era, como a mais moça, a que me fazia mais companhia e me levava à praia e ao cinema.

O que me impressionou mais na tia Lucy era que indo descalça para a praia, ela não conseguia colocar o calcanhar no chão. Depois de uns quase 50 anos usando salto alto, o pé dela não conseguia mais ficar reto.

Tia Cy punha um pegnoir de seda oriental, preto com desenhos em beije e lá íamos nós para a praia. A boa praia de Copacabana, antes do alargamento da Avenida Atlântica, com a sua areia fininha e gostosa de pisar.

Outra coisa que eu me lembro dessas férias é que a plateia carioca ficava esperando as portas do cinema abrirem e saiam todos correndo como que enlouquecidos para conseguirem lugares melhores. Em São Paulo o público era mais comportado e eu nunca havia visto esses estouros de boiada.

Eu assisti no Rio ente outros filmes, O Ladrão de Bagdad, Marcelino Pão e Vinho e Sangue e Areias.

Foi na entrada do Ladrão de Bagdad que correndo no meio da multidão para não sermos pisoteados, tia Cy caiu sentada e a pressão da multidão era tanta que no que ela caiu, eu puxei ela pelo braço e continuamos a correr até acharmos uma poltrona. Levei o maior susto, imagino ela o susto que levou.

No Rio moravam minha tia Cecília (irmã de meu pai) com o marido tio Carlos e meu primo Carlos Eduardo, uns 3 anos mais moço do que eu. Eles moravam na Rua Domingos Ferreira mas mudaram para a Avenida Atlântica quase esquina com a Constante Ramos.

Um pouco mais a frente era a casa da prima de vovó, a Laurita, na esquina da Avenida Atlântica com a rua da Igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Essa casa foi uma das últimas a ser demolida na Avenida Atlântica.

Na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Fernando Mendes, passavam as férias a quarta menina, minha tia-avó Norma com o marido, tio Cincinato, a filha deles Sarah e as netas Norminha e Cecília. Norminha e Cecília eram para mim o que havia de mais deslumbrante no Rio. Norminha, linda uns 4 anos mais velha do que eu era cheia de vida, ultra charmosa, em 1958 passou alguns meses com a família nos Estados Unidos, aonde estudou em Vassar. Eu babava atrás delas.

Mas voltando ao Gumex.

Nessas férias no Rio quem lavava minhas roupas, me penteava e me vestia era a Clarice. Só que ela exagerava na goma (que eu nunca tinha usado) que punha nas minhas camisas e eu ficava com o pescoço todo arranhado pelo atrito com a gola engomada. E no cabelo, ela punha uma tonelada de Gumex.

Não que alguma dessas duas coisas durasse até eu chegar na esquina. Com o calor, o suor da minha cabeça derretia todo o Gumex que escorria pela minha cara e a goma, com o suor do corpo amolecia toda.

Mas que ela tentava, ela tentava.

5/13/2011

Violência contra gays no Brasil


O Brasil é um país estranho.

Dias depois de ter lido que havia sido aprovado a união civil para pessoas do mesmo sexo, fiquei sabendo que o Brasil é um dos países com maior índice de violência contra gays.

Se por um lado nos colocamos entre os países mais adiantados do mundo, por outro, estamos ainda nas cavernas.

Não sei se a violência é provocada por fanatismo religioso, preconceito ou por afirmação de sua sexualidade por pessoas inseguras de sua masculinidade.

Seja como for é um contraste grande entre a postura legal e a aceitação popular.

5/09/2011

CLARISSA NO DIA DAS MÃES





Clarissa foi com os Grinfeder e o Pedro-Paulo almoçar, no Dia das Mães, no Setai em South Beach.

Eram duas as mães presentes: a Clarissa e a Calú.

E quatro filhos: o Pedro-Paulo, a Rita e a Flora.

Mais um filho emprestado, nosso genro Kim.

Depois de lá foram para a praia em Key Biscayne.

Belo Dia das Mães.

5/05/2011

Finalmente



Finalmente será possível o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.

Foi aprovado hoje no Supremo por onze votos a zero a união legal de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais.

O Brasil chega ao século XXI antes dos Estados Unidos, aonde ainda é proibido o casamento "gay" na maioria dos estados.

Na California, aonde tal união era permitida, foi proibida por influência dos mormons de Utah.

Os gays brasileiros passarão a ter TODOS os seus direitos respeitados.

Acabou a cidadania parcial.

Os direitos e obrigações agora são para todos.

Viva o Brasil

4/30/2011

Country Strong



Eu acho a Gwyneth Paltrow bárbara. É bonita, canta bem, representa bem e é muito simpática. Não sei se todos têm a mesma opinião mas, "who cares?", como diz a minha neta Flora.

Acabei de assistir o último filme dela, COUNTRY STRONG. Como sempre gostei. As músicas são bonitas (country) e os 3 artistas principais cantam muito bem.

Mas é triste, triste, triste.

Não é uma tristeza como a gente costuma ver em filmes. É uma tristeza deprimida sem grande estardalhaço. A tristeza de alguém que já viveu, já conseguiu sucesso e isso não foi o suficiente. Uma auto-cura com alcoól desastrosa e falta de força para retomar a vida.

Meu único senão é que a Gwyneth é muito moça para tanta angústica existencial. Eu imagino uma artista uns 10 anos mais velha no papel. Mas ela tirou de letra o papel de Kelly Canter.

3/02/2011

O quinto maior credor dos Estados Unidos


Conforme eu vou vivendo, eu vou aprendendo que tudo é possível, mas tudo mesmo.

Eu ainda me lembro da Dívida Externa Brasileira, com O FMI e o Banco Mundial nos sufocando e com os grandes bancos ganhando dinheiro com a nossa infelicidade.

Hoje depois da crise que colocou em risco a existência de bancos como Citibank, o Bank of America, o UBS, e outros mais, descobri que o Brasil mudou de posição completamente.

Somos hoje o quinto credor dos Estados Unidos, ficando logo atrás dos produtores de petróleo. Pode?

E depois duvidam que D-us é brasileiro.

2/26/2011

O galinheiro da casa da vovó Belita


Minha bisavó, vovó Belita, morava na avenida Angélica, 1987 em São Paulo.

A casa foi construída pelo co-sogro dela, o Cel. Salvador Piza. Era toda importada da Europa, do projeto ao material de construção. Havia sido projetada para a família do vovô Salvador e era um palacete de dois andares.

No andar de baixo tinha um hall monumental de mármore dividindo a sala de jantar da sala de visitas e tendo ao fundo uma escada também de mármore com corrimão trabalhado em ferro e latão. no fundo do hall, embaixo da escada tinham duas portas: uma dava para o apartamento do vovô Salvador e a outra para um pequeno hall que levava a uma cabine de telefone, ao lavabo e com duas portas, uma dando pra sala de jantar e a outra pra enorme copa. Na copa descia uma escada de serviço que levava para a sala de passar no andar de cima e para o hall do segundo andar.

O apartamento do vovô Salvador tinha uma sala grande, um banheiro completo e uma quarto que dava para a frente da casa. A sala tinha uma porta de entrada independente.

No andar de cima, esse apartamento era replicado com o quarto de tia Lydia e tio Rangel, e o quarto de tia Stellinha.

Esse arranjo foi feito porque vovô Salvador tinha ficado viúvo. Minha bisavó Ritinha havia morrido em decorrência de problemas no parto da temporã, tia Stellinha.

Ele ficou viúvo mas manteve por muito anos uma amante francesa para a qual ele tinha dado uma chácara na alameda Santos, onde é hoje o Hotel Renaissance. Eu cheguei a ver essa chácara mas nunca entrei na casa.

Na crise de 29 vovô Salvador devia uma quantia alta para o seu co-sogro, vovô Ataliba, professor catedrático da cadeira de Pontes e Viadutos da Escola Politécnica, hoje parte da USP. Com a crise, preocupado com a dívida, vovô Salvador entregou sua casa para o vovô Ataliba.

Eu conheci a casa quando já era do vovô Ataliba e da vovó Belita.

Moravam com eles duas filhas: tia Candinha, solteira e tia Cy (Lúcia), viúva. E o filho da tia Cy, o Jorge com a esposa, a Yvonne.

Vários irmãos e irmãs da vovó Belita eram vivos e tinham muitos filhos. A casa de vovó Belita estava sempre cheia de gente. Não tinha um só dia que não viesse algum irmão ou sobrinho visitar.

E eu,morava a uns três quarteirões de lá, na rua Itápolis. Conosco na época morava minha avó Aída, mãe de mamãe e ela ia todos os dias tomar um chá com os pais e irmãs e me levava com ela.

Lá a gente encontrava a quarta irmã, tia Norma, que morava a dois quarteirão da casa da Angélica, na esquina da rua Sergipe com a rua Itacolomi.

As quatro filhas, as meninas, na ordem eram tia Candinha (ou Tatá), vovó Aída, tia Norma e tia Cy. As três primeiras nascidas em Bagé no Rio Grande do Sul e a caçula em São Paulo. Tia Cy se orgulhava de ser paulista e havia doado ouro para o bem de São Paulo em 1932 e ajudado no esforço de guerra da revolução de 32. A aliança de metal com os dizeres : Eu dei ouro para o bem de São Paulo, que ela usava no lugar de sua aliança de casamento (doada), hoje está comigo.

Meus bisavós gostavam muito de ópera e três das filhas tinham nome de ópera: Aída, Norma e Lucia. Por isso brincavam com a tia Candinha que o nome dela era: Um caso singular (ópera de Carlos Gomes).

Mas voltando ao tíltulo do Post. No funda da casa, atrás da garagem, havia dois galinheiros, um para as galinhas poedeiras e outro para os frangos. Todas as manhãs a Clarice, empregada da tia Cy catava os ovos que as galinhas haviam botado. E a Lázara, a cozinheira, quando queria fazer um frango para o almoço, ia até o galinheiro, escolhia um frango, torcia o pescoço, com um barulho enorme, depenava e pronto, carne de frango mais fresca era impossível.

Para chefiar os galinheiros tinham sempre um belo galo. Me lembro que uma vez o galo atacou a Clarice e deu esporadas nas pernas dela. Eu, pequeno fiquei muito impressionado e até hoje mantenho uma distância respeitosa de qualquer galo que eu encontre.

Na minha casa da Itápolis também tínhamos um galinheiro mas não me lembro de ver galinhas vivas nele.

Era muito comum na minha infância o espetáculo da matança de aves. Se compravam galinhas vivas na feira que as cozinheiras matavam na frente das crianças, para as quais o espetáculo era de uma atração que beirava o sadismo.

Mas espetáculo mesmo era na época do Natal, quando se comprava um perú vivo que embebedavam antes de matar. O perú saia cambaleando e caindo, tentando fugir da cozinheira. Esse se matava com uma faca bem afiada porque o pescoço do perú é muito grosso e forte para se torcer. E era aquela sangüeira.

Eram tempos em que a crueldade para com os animais era encarada como fato corriqueiro. Imagine se um dos meus filhos ou uma de minhas netas iria assistir impassivo, ou se divertindo, uma matança dessas.

Outros tempos, outra moral.

2/22/2011

Flora e o "príncipe".




Minha neta Flora adora animais. Animais e plantas.

Depois de ter aterrorizado uma hamster, Samantha, com um amor apaixonado que levou "la pobrecita" (como a chamava a Dani, nossa empregada nicaragüense) a fugir de casa e viver sob o deck da piscina, Flora encontrou um novo amor.

Cutie (engraçadinho) uma rã que ela criou desde girino e vive num aquário ao lado de sua cama. (vide foto ao lado).

E colocou um rã de plástico para fazer companhia para a Cutie.

2/20/2011

Eu por minha neta Rita Blue










Faltou o cavanhaque e o bigode,mas achei ótima essa caricatura minha feita pela Rita (quase 8 anos).

2/04/2011

The Black Goat of the Forest - a motion picture by Pedro Gordo


Ficou pronto o filme do meu filho Pedro-Paulo.

É um curta de terror e já está inscrito em alguns festivais de cinema.

Meus filhos me matam de orgulho.

Felicidades Pedro-Paulo.

1/30/2011

MAMÃE


Ontem fez um ano que morreu minha mãe.

Como eu não sou católico não mandei rezar missa nem nada. A minha homenagem foi íntima e pessoal.

Mas espero que Laura, minha cunhada tenha se lembrado e mandado rezar por ela. A Laura sempre foi uma excelente nora e não acredito que fosse se esquecer.

Gosto e admiro muito a Laura pelo carinho qua sempre tratou meus pais e pela paciência que tem mostrado se mantendo casada com o meu irmão até hoje, depois de criar os três filhos praticamente sozinha.

Minha mãe foi uma pessoa difícil mas está fazendo falta. Sem dúvida pelo espaço exagerado que ocupava em nossas vidas.

Não se passou um dia sem que eu tivesse alguma coisa que queria ter comentado com ela.

Mas a vida é assim mesmo, uma sucessão de perdas.

Marathon Girls



As três corredoras de maratona: Calú, Fabíola e Letícia.

Calú é a do meio.

Parabéns meninas.

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Quem sou eu

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Tenho 64 anos de idade. Nasci em São Paulo-SP-Brasil. Sou formado em História Social pela USP. Resido em Coral Gables-FL-USA desde 1994, com um intervalo de 4 anos, durante os quais morei em Manhattan. Morava em New York no 9/11.