
Acabei de ler esse post no Blog da Barbara Gancia e gostei tanto que estou transcrevendo para vocês. Para quem não conhece o Blog, eu coloco o link abaixo, vale a pena.
http://www.barbaragancia.com.br/
Bo Álvares Cabral
15 de Abril de 2009
Obtive mais algumas informações sobre o cão d´água português em sites de notícias lusitanos.
Veja:
A raça tem um passado glorioso, associado às grandes descobertas marítimas do Renascimento.
O cão d´água, chamado de “canis piscator” (cão pescador) pelos romanos, pode nadar entre navios durante muito tempo, o que fez dele desde o século XV o companheiro fiel dos grandes navegadores portugueses e mensageiro ideal da frota do Império, levando e trazendo mensagens entre uma embarcação e outra.
Em 1588, quando a Armada Invencível de Filipe II, rei da Espanha e de Portugal, foi destruída pela marinha inglesa (provando não ser tão invencível quanto apregoava), a metade dos navios ibéricos tinha a bordo cães d´água portugueses.
Nas costas de Algarve, o cão sempre foi um aliado precioso dos pescadores locais, para recuperar peixes ou redes perdidas, detectar a presença de tubarões ou vigiar os barcos nos portos.
O lugar do cão d´água entre as populações ribeirinhas portuguesas ficou bem testemunhado por alguns fatos: por exemplo, apesar do seu valor, eles nunca eram vendidos de pescador a pescador. Quando muito eram dados.
Além disso, os cães tinham direito a um quinhão de peixe e a um soldo diário que equivalia a um quinto do soldo de um homem, e estavam confiados a um dos homens da tripulação, que tinha o encargo de o alimentar e cuidar, administrando esse dinheiro.
Com o declínio da pesca tradicional, os cães d’água ficaram desempregados no início do século XX e seu número começou a diminuir.
A raça, que já foi descrita pelo “Livro dos Recordes Guinness” como a mais rara do mundo, acabou sendo “relançada” em Portugal e nos EUA, onde é usado principalmente em razão de sua doçura e de sua extrema obediência em programas terapêuticos para crianças.